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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Saudação a todos Orixás na Umbanda e as Linha de Trabalho

Oxalá - Saudação: Oxalá Yê, meu Pai! Exê Babá! - Significado: O Sr. realiza! Obrigado Pai!

 Logunã - Saudação: Olha o Tempo minha mãe! - Significado: Olha o Tempo minha mãe!

Oxum - Saudação: Ora Yê iê, ô! - Significado: Olha por nós, Mãezinha!

Oxumaré - Saudação: Arroboboi! - Significado: Senhor das Águas Supremas!

Obá - Saudação: Akirô Oba Yê! - Significado: Eu saúdo o seu Conhecimento Senhora da Terra!

Xangô - Kaô Kabecilê! - Significado: Permita-me vê-lo, Majestade!

Oro Iná - Saudação: Kali Yê, minha Mãe! - Significado: Salve a Senhora Negra! minha Mãe!

Ogum - Saudação: Ogum Yè, meu Pai! - Significado: Salve o Senhor da Guerra!

Iansã - Saudação: Eparrei, Iansã! - Significado: Salve o raio, Iansã!

Obaluaê - Saudação: Atotô, meu Pai! - Significado: Peço quietude, meu Pai! 

Nanã Buruquê - Saudação: Saluba Nanã! - Significado: Salve a Mãe das águas Pantaneiras!

Iemanjá - Saudação: Adoci-yaba ou Odoiá, minha Mãe! - Significado: Salve a Senhora da Água!

Omolú - Atotô, meu Pai! ou Omolú Yê! - significado: Peço quietude meu Pai! Salve o Senhor Omolú!

Exu - Saudação: Laroyê(olhe por mim), Exu! Exu Omojubá - Significado: Vós sois grande, Exu! ou Eu me curvo a ti, vós sois poderoso, Exu!

Pombagira - Saudação: Salve a Senhora Pombagira! Pombariea saravá! - Significado: Salve a Senhora Pombagira! Pombagira saravá!

Exu Mirim - Saudação: Laroyê Exu Mirim! - Significado: Olhe por mim, Exu Mirim!

Pretos-velhos - Saudação: Adorê as almas! 

Caboclos - Saudação: Okê Caboclo! - Significado: Dê seu brado, Caboclo!

Crianças - Saudação: Oni Veijada! - Significado: Salve os irmãos do altar!

Sereias - Saudação: Adoci-yaba!! - Significado: Salve as mães da água!

Baianos - Saudação: É da Bahia! ou Salve a Bahia, meu Pai!
  
Marinheiros- Saudação: Salve a Marujada! ou Salve o Povo do Mar

Boiadeiros - Saudação: Jetuá, Biadeiro! ou Marambá

Ciganos - Saudação: Salve o Povo do Oriente!  ou Salve Santa Sara Kali!

domingo, 27 de novembro de 2016

Reflexão para a noite

OS INFORTÚNIOS OCULTOS





Nas grandes calamidades, a caridade se agita, e vêem-se generosos impulsos para reparar os desastres. Mas, ao lado desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam desapercebidos, de pessoas que jazem num miserável catre, sem se queixarem. São esses os infortúnios discretos e ocultos, que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que venham pedir assistência.
            Quem é aquela senhora de ar distinto, de trajes simples mas bem cuidados, seguida de uma jovem que também se veste modestamente? Entra numa casa de aspecto miserável, onde sem dúvida é conhecida, pois à porta é saudada com respeito. Para onde vai? Sobe até a água furtada: lá vive uma mãe de família, rodeada pelos filhos pequenos. À sua chegada, a alegria brilha naqueles rostos emagrecidos. É que ela vem acalmar todas as suas dores. Traz o necessário, acompanhado de suaves e consoladoras palavras, que fazem aceitar a ajuda sem constrangimentos, pois esses infortunados não são profissionais de mendicância. O pai se encontra no hospital, e durante esse tempo à mãe não pode suprir as necessidades.

            Graças a ela, essas pobres crianças não sofrerão nem frio nem fome; irão à escola suficientemente agasalhados e no seio da mãe não faltará o leite para os menorzinhos. Se uma entre elas adoece, não lhe repugnará prestar-lhe os cuidados materiais. Dali seguirá para o hospital, levar ao pai algum consolo e tranqüilizá-lo quanto à sorte da família. Na esquina, uma carruagem a espera, verdadeiro depósito de tudo o que vai levar aos protegidos, que visita sucessivamente. Não lhes pergunta pela crença nem pelas opiniões, porque, para ela, todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Finda a visita, ela diz a si mesma: Comecei bem o meu dia. Qual é o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, tem um nome que não revela a ninguém, mas é o anjo da consolação. E, à noite, um concerto de bênçãos se eleva por ela ao Criador: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.

            Por que se veste tão simplesmente? Para não ferir a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha adolescente? Para lhe ensinar como se deve praticar a beneficência. A filha também quer fazer a caridade, mas a mãe lhe diz: “Que podes dar, minha filha, se nada tens de teu? Se te entrego alguma coisa para dares aos outros, que mérito terás? Serei eu, na verdade, quem farei a caridade, e tu quem terás o mérito? Isso não é justo. Quando formos visitar os doentes, ajudar-me as a cuidar deles, pois dar-lhes cuidados é dar alguma coisa. Isso não te parece suficiente? Nada mais simples: aprende a fazer costuras úteis, e assim confeccionarás roupinhas para essas crianças, podendo dar-lhes alguma coisa de ti mesma”. É assim que esta mãe verdadeiramente cristã vai formando sua filha das virtudes ensinadas pelo Cristo. É espírita? Que importa?

            Para o meio em que vive, é a mulher do mundo, pois sua posição o exige; mas ignoram o que ela faz, mesmo porque não lhe interessa outra aprovação que a de Deus e da sua própria consciência. Um dia, porém, uma circunstância imprevista leva à sua casa uma de suas protegidas, para lhe oferecer trabalhos manuais. “Psiu! — diz-lhe ela. Não contes a ninguém!” Assim falava Jesus.

Extraído de O Evangelho segundo o Espiritismo, XIII,4

sábado, 26 de novembro de 2016

A PRIMEIRA TENDA DE UMBANDA

Residência de Zélio de Moraes, a primeira sede da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, na Rua Floriano Peixoto n° 30, Neves, São Gonçalo.


A manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, ocorrida na Federação Espírita de Niterói em 15 de novembro de 1908 e a fundação, no dia seguinte, da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, na Rua Floriano Peixoto n° 30 (Neves, São Gonçalo - residência de Zélio de Moraes) constituem o marco fundador da Umbanda.

Tal fato reflete-se na vasta literatura dedicada à Umbanda, presente em livros, revistas, páginas da internet, em trabalhos acadêmicos (artigos, dissertações e teses). Observa-se também, pelo reconhecimento oficial do poder público, desde as diversas homenagens prestadas por Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas à figura de Zélio de Moraes até a promulgação por parte da Presidência da República da Lei 12.644 de 17 de maio de 2012 que institui a data de 15 de novembro como o Dia Nacional da Umbanda, a ser comemorado anualmente em todo o país 

 Imagem do Chefe - o Caboclo das Sete Encruzilhadas, fundador Umbanda e da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.


No dia 15 de novembro de 1908, em uma Sessão da Federação Espírita do Rio de Janeiro à qual o jovem Zélio de Moraes (na época com 17 anos) havia sido levado devido a um grave problema de saúde que os médicos não conseguiam curar, manifestou-se pela primeira vez o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Iniciada a Sessão, começaram a se manifestar diversos espíritos de negros escravos e indígenas nos médiuns presentes, sendo esses espíritos convidados a se retirar pelo dirigente José de Souza (Zeca) que os julgava atrasados sob o ponto de vista espiritual, cultural e moral. Foi então que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, enviado nesta missão por Santo Agostinho, proferiu um discurso de defesa das entidades que ali estavam presentes uma vez que estavam sendo discriminadas pela diferença de cor e classe social, características dos espíritos enquanto encarnados vivendo sob os desígnios da sociedade terrena.

 A Guia dos Pretos ou Guia de Pai Antônio, ditada por Pai Antônio, esta Guia é utilizada por todos os membros do corpo mediúnico da Tenda da Piedade

Os dirigentes da reunião espírita tentaram afastar o próprio Caboclo das Sete Encruzilhadas, quando então este avisou que, se não havia espaço ali para manifestação dos espíritos de negros e índios considerados atrasados, seria fundado por ele mesmo, na noite seguinte, na casa de Zélio, um novo culto onde tais entidades poderiam exercer a missão da caridade. Perguntado sobre se alguém iria participar deste culto, veio a resposta: "Botarei no cume de cada montanha que circula Neves, uma trombeta tocando, anunciando a presença de uma Tenda Espírita onde o Preto e o Caboclo possam trabalhar".

Às 20 horas do dia seguinte, em 16 de novembro de 1908, em meio a uma pequena multidão de amigos, parentes, curiosos e kardecistas presentes na Sessão do dia anterior, apresentou-se novamente o Caboclo das Sete Encruzilhadas, declarando que se iniciava a partir de então um novo culto espírita no qual Pretos Velhos e Caboclos poderiam trabalhar.

Determinou que a humildade visando a prática da caridade seria a característica principal do culto; que este teria como base o Evangelho Cristão e como mestre maior Jesus; que o uniforme utilizado pelos médiuns deveria ser branco; que todos os atendimentos seriam gratuitos, fundando, então, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, destinada a abraçar a todos os necessitados, assim como Maria abraçou o Cristo.

 Os pés descalços e a roupa branca são, até hoje, utilizados pelos trabalhadores da casa, conforme as determinações do Chefe.
  
Seguindo as determinações do Chefe, modo como carinhosamente chamamos até hoje o Caboclo das Sete Encruzilhadas, e outras Entidades que posteriormente se apresentaram por intermédio de Zélio de Moraes, sobretudo Pai Antônio (Preto Velho) e Orixá Malet, constituiu-se o rito umbandista tal como mais de cem anos depois é ainda praticado na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, agora situada no município de Cachoeiras do Macacu, Estado do Rio de Janeiro.

Considerada a diversidade das práticas umbandistas atualmente observadas, em grande medida marcadas por diversos graus de sincretismo com outras práticas religiosas (sobretudo o candomblé), percebe-se com clareza que o ritual que ainda hoje é realizado na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade guarda a matriz originalmente estabelecida a partir da dissidência formalizada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas com relação à prática do espiritismo kardecista.

Nesse sentido, justifica-se sua designação, conforme dizia o próprio Zélio de Moraes, como espiritismo de umbanda, ou seja, uma prática fundamentada na incorporação mediúnica de Entidades, estabelecida doutrinariamente a partir das explicações emanadas pelos próprios espíritos tal qual organizado por Kardec em obras como O Evangelho segundo o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e A Gênese, com ritual diferenciado quando comparado ao realizado no âmbito das diversas Federações Espiritas Kardecistas.

Assim sendo, não são observadas práticas comuns em outras agremiações umbandistas, tais como o uso de atabaques, palmas, danças ou Sessões dirigidas por Exus. Por outro lado, durante os trabalhos são firmados no chão os Pontos Riscados com giz de pemba, velas, flores e bebidas específicas de cada uma das Linhas de trabalho, ecoando no ambiente as vozes dos presentes os Pontos Cantados: características inconfundíveis da Umbanda.

Tendo concluído a estruturação inicial da Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas determinou a fundação de outras sete Tendas, criadas a partir do corpo mediúnico da Tenda da Piedade, e da Federação Espiritista de Umbanda, atualmente designada por União Espiritista de Umbanda do Brasil (UEUB). Assim, passaram a existir com a função de difundir os ensinamentos do Chefe, praticando a humildade e a caridade, as seguintes Tendas: (1918) Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, (1927) Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia, (1933) Tenda Espírita Santa Bárbara, (1935) Tenda Espírita São Pedro, Tenda Espírita São Jorge, Tenda Espírita São Jerônimo e (1939) Tenda Espírita Oxalá, algumas delas ainda hoje em funcionamento.

A partir da década de 1940 iniciaram-se as atividades da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade na cidade do Rio de Janeiro, passando por vários endereços (Rua Teófilo Ottoni, Rua Borja Castro e Rua Dom Gerardo foram os locais que por mais tempo a abrigaram). Curiosamente, todas as sedes anteriores, inclusive a primeira, pelas quais a Tenda da Piedade já passou foram demolidas.

Ao final da década de 1960, com o afastamento de Zélio de Moraes da direção em razão de sua idade avançada, os trabalhos da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade foram continuados conforme as determinações do Chefe e das Entidades responsáveis sob a liderança de seus descendentes diretos, primeiramente as filhas Zélia de Moraes Lacerda seguida de Zilméa Moraes da Cunha. Atualmente, a Tenda é dirigida por Lygia Maria Marinho da Cunha (neta de Zélio de Moraes, filha de Zilméa), apoiada por seus filhos (bisnetos de Zélio) Marcelo Cunha dos Santos e Leonardo Cunha dos Santos (que atualmente ocupa o cargo de Vice-Presidente da TENSP).




Pedras e Minérios dos Orixás na Umbanda






As pedras e os minerais funcionam como irradiadores e condensadores de energias e ondas que podem ser direcionadas a alguém ou a algum lugar mentalmente. As pedras possuem vibrações próprias e trazem para o Templo ou Ambiente de Trabalhos as forças dos locais de onde foram retiradas.

Linha Cristalina ou da Fé:

Oxalá - Pedra: Quartzo transparente - Minério: Ouro
Logunã - Pedra: Quartzo fumê rutilado - Minério: Estanho

Linha Mineral ou do Amor

Oxum - Pedra: Ametista - Minério: Cobre
Oxumaré - Pedra: Opala - Minério: Antimônio

Linha Vegetal ou do Conhecimento

Oxóssi - Pedra: Esmeralda Amazonita - Minério: Manganês, Madeira Petrificada
Obá - Pedra: Calcedônia, Madeira petrificada - Mineral: Hematita

Linha Ígnea ou da Justiça

Xangô - Pedra: Pedra-do-sol, topázio imperial - Minério: Pirita
Oro Iná - Pedra: Topázio imperial, ágata de fofo - Minério: Magnetita

Linha Eólica ou da Lei

Ogum - Pedra: Rubi, Granada,  Sodalita - Minério: Ferro
Iansã - Pedra: Citrino - Mineral: Níquel

Linha Telúrica ou da Evolução

Obaluaê - Pedra: Turmalina, Obsidiana - Mineral: Cassiterita
Nanã - Pedra: Rubelita, Safira - Mineral: Prata

Linha Aquática ou da Evolução

Iemanjá - Pedra: Diamante, Água-marinha, Minério: Platina
Omolu - Pedra: Ônix preto - Minério: Molibdenita

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Cores das Velas dos Orixás na Umbanda


 Oxalá - Cores representativas: branco, cristalino, furta-cor - vela branca

Logunã - Cores representativas: Azul-escuro, branco - vela azul-escuro

Oxum - Cores representativas: rosa, dourado, azul-claro, amarelo, branco - vela rosa

Oxumaré - Cores representativas: azul-turquesa, furta-cor, branco - vela azul-celeste

Oxóssi - Cores representativas: verde, azu-escuro, branco - vela verde

Obá - Cores representativas: Magenta, dourado, vermelho, branco - vela magenta

Xangô - Cores representativas: Marrom-claro, dourado, vermelho, branco - vela marrom

Oro Iná - Cores representativas: Laranja, dourado, vermelho, branco -vela laranja

Ogum - Cores representativas: Azul-escuro, prateado, vermelho, branco - vela vermelha

Iansã - Cores representativas: Amarelo, dourado, coral, branco - vela amarela

Obaluaê - Cores representativas: Branco, prateado, violeta - vela violeta

Nanã - Cores representativas: Lilás, azul-claro, branco - vela lilás

Iemanjá - Cores representativas: Branco-azulado -prateado - azul - branco - vela azul

Omolu - Cores representativas: Branco, roxo - vela roxa

Exú - Cores representativas: Preto, vermelho - vela preta

Pombagira -Cores representativas:  vermelho, preto - vela vermelha

Oração pelo Amor

"Senhor,
Estamos exaustos devido os caminhos tortuosos que escolhemos seguir:
Escolhemos o desamor e tombamos na decepção e na revolta,
Assegura-nos rumos novos.
Ante o convite da ilusão, fortifica-nos para fugirmos dos e atalhos e aderirmos à Verdade.
Falta-nos força e coragem para amar como deveríamos. Por isso Te rogamos que supra nossas inibições.
Encoraja-nos a zelar com carinho por aqueles que deliberadamente não nos querem bem.
Amplia-nos o discernimento no uso do equilibrio com quantos fortalecem com amor Tua participação em nossos passos.
Jesus, ensina-nos o amor para que vivamos no coração os sublimes sentimentos que há muito louvamos na palavra e esquecemos ou não sabemos como aplicar.
Permita-nos aprender a gostar da vida e amar a nós mesmos, enaltecendo o mundo com a cooperação na Obra Excelsa do Pai e celebrando o mundo com a cooperação na Obra excelsa do Pai e celebrando a dádiva da vida em nossos caminhos de cada dia.
Pela súplica sincera que brota de nossa alma nesta hora, de nós receba, hoje e sempre, a gratidão de quantos te devem tanto por receber mais que merecemos do Teu inesgotável amor.
Obrigada, Senhor!"


 Prece feita pelo Espírito Ermance Dufaux, no prefácio do Livro
Escutando Sentimentos - A atitude de amar-nos como merecemos, Editora Dufaux